Meus sonhos são interditados,e cada porta que eu abro dentro de mim me leva à outra... trancada por correntes e cadeados
Elas são infinitas!!
Meus desejos são interditados, eu sinto o peso das bolas de ferro quando os arrasto.
Sou prisioneira dos meus próprios sonhos, eles me impedem de atravessar a porta de vidro que me isola do mundo.
Meus pensamentos são invioláveis, não há mãos que os alcancem. Tentei pendurar cordas, onde estão os ganchos?
Tentei subir, tentei alcançar o céu mas quando acordei da alucinação estava no submundo.
Não há escadas lá.
E se... E se... e se... E se...
Mande parar por favor, uma voz, preciso de uma vos que mandem meus pensamentos se calarem!
Não tenho voz, não tenho movimentos, estou presa, violada e interditada.
O meu amor... ah ele é livre, ele está entregue... o que sinto é lívido, é branco, é negro.
Eu amo impiedosamente, e minha loucura me cerca, meu amor me cerca. Não há cercas... não há correntes...
Óh, há uma corrente sim.
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
O diabo
Ela apareceu, a carta 15. O diabo.
Tudo deveria estar sob controle. Todo o desejo de tê-la nua, colada ao seu corpo, a vontade de sentir-la por dentro, úmida e macia. Não deveria dizer que quero acariciar o seu corpo todo e tocar e beijar, fazer o que ela pedir lamber, lambuzar. Com certeza ela não deveria fazer isso, afinal fomos ensinadas a cruzar as pernas e não abri-las. Ela quer tirar suas roupas devagar, com cuidado para não arrancar nenhum botão e nem rasgar o delicado tecido de sua blusa. Ela quer deslizar as mãos de baixo para cima nas suas pernas e chegar até seus seios. Mas ela também não deveria dizer e nem fazer isso, mas a sua mão já toca seu rosto e seus dedos já anteriormente molhados já estão dentro de sua boca.Seus olhos já estão fechados e o prazer inunda seus corpos. Ela sabe que não deveria, mas agora os movimentos, são como coreografia, fluem como um tango, as pernas entrelaçadas e a respiração das duas seguem o mesmo ritmo, as pausas, os allegros e os adágios. Tudo flui.
E a dança é uma bela dança, que lindo e que perfeito, que intenso, elas se olham de cima a baixo, e pensam, mas não precisam falar, pois tudo é dito co as mãos, enfim, elas já entraram no interior uma da outra.
E agora ela já não pensa mais que não deveria.
A carta, ela está ao lado caída, e o assustador rosto de Kali brilha para elas e a Flauta de Pan finalmente é tocada para celebrar o êxtase, e a entrega...a entrega total ao que há de mais selvagem!
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